segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Caminhos"



Era sexta-feira, talvez não tão ensolarada para mais descrições, estava indo trabalhar. Quando desci as escadas do metro me veio a seguinte dúvida: Qual seria a rua que iria me levar à empresa naquela sexta?, - A da direita ou da esquerda!?

No sentido da vida percebi que existem caminhos para quem quer caminhar, existem caminhos para qualquer lugar, caminhos escuros, perigosos, trilhas estranhas, e estradas largas cruzando planícies tamanhas.

Quem nunca sonhou poder atravessar a estrada da vida e receber uma mão amiga para ajudar na travessia?

Nem sempre a vida nos dá as mãos para atravessar, mas vamos, não tenha medo...



Vem, pegue a minha mão!



terça-feira, 14 de outubro de 2008

As escolhas que teremos que fazer...



Quando olhar para trás, haverá coisas de que vai se arrepender.Você tomou a decisão errada.Errado. Você tomou a decisão certa.A vida é feita de decisões.

1. É melhor ter um carro prático ou um carro veloz?

2. Devo ir para a universidade ou arranjar um emprego?

3. Prefiro tomar vinho, cerveja, Coca-light, Coca-Zero ou água?
Qualquer que seja a sua decisão, é a única que você poderia tomar. Caso contrário, você tomaria uma decisão diferente.Tudo o que fazemos são escolhas. Então, do que se arrepender?
Você é a pessoa que escolheu ser.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Saudade boa de sentir...


Saudade é dor que se sente, tristeza de dentro que não se explica, sentimento abstrato que não se sabe ao certo de onde vem, nem para onde vai...é angústia(assim como a palavra retrata). Saudade da infância, saudade das verdadeiras amizades (aquela sem interesse, sincera, na qual o único interesse é ser AMIGO), saudade de quem já se foi e medo só de pensar de quem um dia partirá.

"Saudade" que tem que ser vivida e encarada de forma otimista. Saudade nem sempre é querer que o tempo volte. Não trocaria nenhum momento vivido, minhas lições de vida. A vida na sua medida. Aceitá-la é sábio: transformar a saudade em boa de sentir. Não adianta temer o futuro, nem se prender/condenar aos acontecimentos do passado, vivamos o presente... na medida certa.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

"Vida e a Poesia inexplicável da mesma"


Foi por acaso que comprei o livro "Castelo de Vidro", mas de verdade que gostei muito da leitura a qual me fez parar, pensar e refletir.

Durante nossa vida escolar somos ensinados e em alguns casos forçados a desenvolver opiniões a respeito da política, dizendo o que para nós vem a ser democrácia, imperialismo, ditadura e outros nomes bem comuns na geopolitica. Um tema ao qual sempre é mencionado e que todos estão 'carecas' de ouvir é sobre a má distribuição de renda que é no geral mais comum nos países em desenvolvimento, por exemplo aqui no Brasil.


O livro "Castelo de Vidro" não retrata diretamente sobre problemas de má distribuição de renda, mas acaba fazendo com que nos deparemos com uma situação a qual muitos devem viver atualmente. O livro conta a história de Jannete e mais a família que passaram por situações adversas, mas quando pequena a fome, a falta de moradia, a miséria enfim tudo é fantasiado em forma de aventura na qual eles tinham que passar, essa fantasia foi desenvolvida de forma que na cabecinha dela e dos demais irmãos tudo que eles estavam passando era de propósito.

Gera-se uma grande dúvida no desenrrolar do contexto, será que a maneira na qual tiveram que passar a infância, e quando digo 'tiveram' é que no meio disso tudo eu leitora via uma outra forma.


Acredito no destino e acredito que o Criador não nos pôs ao mundo para que sofrecemos, nossa história antes mesmo de virmo a vida já estava escrita, mas algumas coisas não saem como planejavámos e isso é porque não estamos indo no caminho certo, as vezes precipitamos alguns acontecimentos e nos achamos injustiçados, mas a vida é assim como a conclusão que pude tirar do livro temos um "planejamento de vida premeditado" porém somos teimosos e acabamos mudando toda uma história linda e leve que nos foi proposta sem ao menos sabermos qual é ela, talvez esse seja o "barato" o "segredinho" da vida, que apesar dos apesares tenho a cada dia mais certeza que ela vale a pena ser vivida afinal ela me foi concedida e cabe a mim, a você a todos nós sermos gratos todos os dias por ela e demonstrar que independênte de alguns dias não serem tão bom quanto outros vamos buscar no infinito do desconhecido a melhor forma de viver não simplesmente por viver, viver e ser intenso em todos os gestos possíveis por mais simples ou singelos que sejam.


"Se procurar bem você acaba encontrando não a explicação duvidosa da vida, mas a poesia inexplicável da mesma..."


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"Desejo de uma estrela...Será!? Talvez"

Foto de Pedro Piedade

Hoje ao anoitecer quero poder estar em um lugal, no qual possa avistar as estrelas...e se me der vontade e se houver estrelas, fotografá-las. Não é um lugar específico, mas seria muito bom se eu pudesse estar deitada em um lugar agradável com uma boa visão do "céu estrelado". Olharei para elas cara a cara, talvez elas queiram me dizer algo ou eu a elas...



"Desejo simples, porém profunto e muito sincero. Assim sou e 'construo' sendo."
Será talvez ...
Talvez o dia seja claro talvez a hora não soe ao fim e o tempo marque apenas o acaso; talvez o sonho jamais espere a vida talvez a vida jamais à realidade talvez o hoje não seja o caso o amanhã bem mais utopia; talvez eu nem seja de fato talvez o fato não seja folia talvez agora não seja provável talvez o provável é que eu morra um dia; talvez não morra sequer de verdade verdade?! quem sabe !? se sabe quem viu?!? ... me digam ... me falem ... me calem profundo...

Autor:
José Carlos Mascarenhas dos Santos


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"XVII, 17, Seventeen..."


Somos na maior parte da vida enganados por sentimentos imprecisos, dúvida traidoras, que vem e vão. A verdade é que temos uma vontade enorme de expressar o que sentimos, mas as vezes as nossas mãos não são rápidas o bastante para que possamos acompanhar o raciocionio e então demosntrar, expressar em palavras aquilo que queriamos...sentiamos.


Hoje aproveito para deixar um soneto, melhor dizendo: O "Soneto XVII - de Pablo Neruda", o qual tenho grande apreciação e hoje compartilho.

A versão original é em Espanhol(que eu prefiro), mas consegui em Inglês e Português.



Soneto XVII - Em Espanhol


No te amo como si fueras rosa de sal,topacio o flecha de claveles que propagan el fuego:te amo como se aman ciertas cosas oscuras, secretamente, entre la sombra y el alma. Te amo como la planta que no florece y lleva dentro de sí, escondida, la luz de aquellas flores, y gracias a tu amor vive oscuro en mi cuerpo el apretado aroma que ascendió de la tierra. Te amo sin saber cómo, ni cuándo, ni de dónde, te amo directamente sin problemas ni orgullo: así te amo porque no sé amar de otra manera, .sino así de este modo en que no soy ni eres, tan cerca que tu mano sobre mi pecho es mía, tan cerca que se cierran tus ojos con mi sueño.

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SONETO XVII - Em Inglês


I do not love you as if you were salt-rose, or topaz,or the arrow of carnations the fire shoots off.I love you as certain dark things are to be loved,in secret, between the shadow and the soul. I love you as the plant that never blooms but carries in itself the light of hidden flowers;thanks to your love a certain solid fragrance,risen from the earth, lives darkly in my body. I love you without knowing how, or when, or from where.I love you straightforwardly, without complexities or pride;so I love you because I know no other way that this: where I does not exist, nor you,so close that your hand on my chest is my hand,so close that your eyes close as I fall asleep.

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SONETO XVII - Em Português


Não te amo como se fosses rosa de sal, topázioou flecha de cravos que propagam o fogo:te amo como se amam certas coisas obscuras, secretamente, entre a sombra e a alma.Te amo como a planta que não floresce e levadentro de si, oculta, a luz daquelas flores,e graças a teu amor vive escuro em meu corpoo apertado aroma que ascendeu da terra.Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,te amo diretamente sem problemas nem orgulho:assim te amo porque não sei amar de outra maneira,senão assim deste modo em que não sou nem éstão perto que tua mão sobre meu peito é minhatão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

"Companheiros de Infância"


Estava eu em meu lugarzinho no ônibus, em pé, pois não tive a paciência de esperar um ônibus vazio para ir sentada.
Em meio dos sacolejos e solavancos que toda boa lotação nos proporciona, eis que uma mulher atendeu o celular. Durante todo o trajeto diversos assuntos “rolaram” e por mais que eu tentasse não prestar atenção na conversa, juro que não dava. Acho que estava falando com uma amiga próxima, pois falou do final de semana que pelo que me pareceu passaram juntas, falou da filha e por ai foi.

-Então menina, não sei mais o que fazer, já passei de tudo.
-.... - Alguma coisa foi respondida do outro lado da linha, acredito que alguma solução ou possível solução. Deveria ser aquelas receitas mágicas da avó da minha avó, sabe.
-Já escrevi até bilhete para a “tia da escola”, mas não adianta. Eu limpo a cabeça dela todos os dias, quando a bendita volta da escola, já está ela com uma comunidade deles novamente.
-Blábláblá....

No momento em que me liguei que o papo era piolho, é incrível, mas minha cabeça começou a coçar instantaneamente (Psicológico). Só sei dizer que esse assunto se desenrolou por grande parte do trajeto, quando a mãe desesperada me solta a seguinte solução:

-Já sei! Vou mandar ela de capacete para a escola.

Não sei explicar ao certo no que eu achei graça, mas quando pequena fiz minha mãe passar por esse mesmo desespero. E quando a moça falou essa solução, minha mente “na hora” desenhou uma pobre menininha de um lado com um imenso capacete em sua cabeça e a mãe desesperada do outro lado feliz da vida achando que encontrou uma solução para “os piolhos”.


Por fim, desci do ônibus e a imagem da menina de capacete foi para casa comigo. E não vou negar que dei risada desse “causo”. Coitadinha das mães mantenedoras de cabelos compridos de filhas, mas basta digitar no Google uma palavra pertinente ao assunto que muitas receitar para o extermínio do piolho virão.
A Jaci, a moça que cuida lá de casa, passou uma que disse ser infalível. Pegar a Arruda ferver bastante e depois lavar o cabelo da criança com esse “chá” (esperem esfriar), ela acrescentou também que quando a filha dela pegou piolho ela chegou até a esfregar a arruda na cabeça da coitada, conclusão: RESOLVIDO, sem piolhos.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

"Foi na Copa de 2006"




Já faz um certo tempo que nos separamos. Tenho como marco de nossa “separação” a Copa de 2006. Meu aniversário de 16 anos foi comendo feijoada e assistindo ao jogo do Brasil.
Desde àquele dia muitas coisas mudaram em mim e na minha vida, acredito que na sua também. Tenho que dizer que os primeiros dias foram repletos de muitas lágrimas ao cair da noite.
Você ao Sul e eu a Leste, parece uma distância pequena, mas nós sabemos que não é. Com tudo nesses dois anos e pouco que já se passaram foram muitas conquistas e perdas, sonhos e pesadelos, sorrisos e lágrimas. Conquistas considerando sua rápida recuperação ou então a provação para nós mesmas de como somos fortes. Perdas pelos momentos em que não pude estar do seu lado e te ouvir desabafar ou então quando não pude chorar e me queixar de algo bobo para você. Sonhos são todos aqueles que conversávamos instantes antes de eu pegar no sono. Pesadelos, aqueles reais que pensávamos nós que nunca aconteceria conosco e muitos deles aconteceram. Sorrisos são todos aqueles que você dá quando vem me visitar ou então quando eu vou te visitar, costumo guardar um por um desde a nossa “separação”. Entre as lágrimas prefiro lembrar das de alegria e conquistas... as demais, façamos favor de esquecê-las nessa prosa.
Esse domingo o almoço foi em sua companhia, vimos algumas fotos e uma em especial na qual você está de rostinho colado comigo, ou eu com você. Você contou a história de quão difícil foi minha gestação e meu nascimento, detalhes singelos que massagearam meu ego. Só você mesmo.
Ontem pela tarde você me ligou no escritório e me pediu para que pegasse algumas informações para o seu artesanato. Por fim você terminou a conversa dizendo que me amava, que me amava muito. Isso de certa forma mexeu muito comigo, parecia até uma despedida, mas sei que não é porque senti uma grande paz dentro de mim.
Teve um dia que eu quis muito te ligar só para dizer que te amava, mas temi que você achasse que algo de ruim estava acontecendo comigo, então não o fiz para não te preocupar. Sei o quanto você sente a minha falta, pois afinal foram 15 anos sempre juntas, pois eu sofro toda a reação dessa falta, dessa saudade de Leste à Sul. Espero em breve não somente te encontrar, mas estar em definitivo com você ao meu lado. Aguardo todos os dias ansiosa pela sua volta e assim poderei te mostrar todas as imagens que registrei e enfim te mostrarei o livro que dediquei a você.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Começando pelo Inicio.

Quadro de Romero Brito.


Angelina Alcazar, 37 anos, pensa que pode e se faz de tonta. Vez por outra se perde dentro dela mesma. Gosta de atuar entre colheres de pau e caçarolas, mas não todo dia. Adora ouvir conversa alheia no ônibus, mas odeia sanduíche com picles. Possui uma estranha mania: ter fé na vida e acreditar que as pessoas não são tão más. Viciou-se cedo em coca-cola light. Nutre sonhos e ilusões secretas e bobas e prefere a doces de padaria nas sextas-feiras. Gostaria de se chamar Isabela e de ouvir apenas frases que realmente a fizesse refletir.