sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

- Capítulo 04 -

Pôr-do-sol ao vento, copyright by elisandro.borges.

Por mais corajosos que desejamos demonstrar ser, nem sempre conseguimos. Fazemos planos, mas nem sempre temos coragem de colocá-los em prática.

Escrever "Nas asas dum borboleta", sem dúvida foi uma realização pessoal muito grande. Muito me encantou o interesse dos meus amigos em ler essa humilde "obra".
Logo como o Blog tem o mesmo nome do livro, nada mais coerente do que colocar alguns "recortes" do mesmo.



Capítulo 04



Sou alguém que por acaso, encontrou pessoas capazes de transformar todos os dias em dias muito mais felizes.

Eu já tive dias maravilhosos, e já tive dias não tão bons, já desejei que o mundo acabasse, já desejei que ele desse muitas voltas, e até que o tempo voltasse atrás, já desejei também, que o tempo parasse, em certos instantes, para que eles fossem eternos e os sentimentos contidos neles também.

Já chorei por muitos motivos, e também porque simplesmente tive vontade. Da mesma maneira, que eu já ri muito, e pretendo continuar rindo e sorrindo por tudo, das coisas mais banais, às mais surpreendentes.

Já me fiz de forte, em momentos que me sentia a pessoa mais frágil do mundo, e já demonstrei fragilidade demais em momentos que precisava ser forte. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas não consegui, enquanto outras, que eu gostaria de lembrar, acabei esquecendo totalmente.

Aprendi muito de uns tempos pra cá, sobre amizade, e sua real importância, percebi que amigos não são infalíveis, e nem perfeitos, apenas por serem amigos, que não importa o quanto você os considere e os amem, eles podem vir a te magoar, e isso é totalmente normal.

Aprendi que para ser importante para alguém, você não precisa se fazer presente vinte e quatro horas por dia e nem concordar com tudo o que esse alguém faz ou diz, basta apenas estar “ao lado” dele entender e aceitar e ser aquela pessoa com quem se pode contar sempre que for necessário, no momento em que for necessário.

Aprendi a dar o devido valor àqueles que eu sei que estarão sempre “ao meu lado”.

Aprendi que conselhos, por mais bem intencionados que sejam, nem sempre são bem vindos. E que não se muda à vontade dos outros.

Aprendi que proteger demais as pessoas não as fará mais forte, pois elas precisam viver: errar e acertar, para que não cometam os mesmos erros novamente. Já briguei muito, com e sem motivos, com amigos, e por amigos, já briguei para tentar provar minha opinião, e apenas por estar irritada e querer descontar em alguém.

Já fui sincera demais, e já falei muitas coisas sem pensar, algumas das quais eu me arrependo, e outras das quais, se não fosse por um impulso, eu nunca teria dito, e aí sim, teria me arrependido.

Aprendi o quanto certas verdades doem, e fiquei triste, a princípio, com as pessoas que as disseram para mim, mas essas verdades me ajudaram a abrir os olhos, perceber meus erros, e a mudar certas atitudes. Já me estressei demais, por coisas sem importância, e já deixei de valorizar, as coisas e as pessoas mais importantes desse mundo.

Aprendi a pedir desculpas, e aprendi que às vezes, apenas desculpas não bastam. Já precisei de muito tempo, esforço e principalmente apoio, para mudar aspectos de minha própria personalidade. Já fiz muitas besteiras, já andei sem rumo na rua, sem pensar em nada, indo para onde meus pés me levassem, e descobri, que no final das contas, não importava o caminho que eu tomasse, eu sempre chegaria em casa.

Aprendi que não se devem criar expectativas antes de conhecer as pessoas, e aprendi que as aparências na maioria das vezes enganam.

Já fiz planos de fugir, para longe de tudo, mas nunca tive coragem de fazê-lo, e também sabia que dentro de pouco tempo, acabaria voltando para casa. Já tomei banho de chuva, já queimei o pé andando descalça, já cai de bicicleta, já usei aparelho, já cortei e pintei os cabelos das bonecas, já fiz judô, já fiz ginástica olímpica, já fiz ballet, já machuquei a boca e descobri que tenho muito sangue, já pensei que fosse morrer, já joguei futebol razoavelmente bem, já tive medo de dormir sozinha. Já fui a “princesinha” do papai, já fui a revoltada da casa.

Já fui arrogante e ignorante. Já fui louca, já fui boba, já fui criança, e às vezes ainda sou. Mas o mais importante: tudo o que eu aprendi, me tornou o que sou hoje. Alguém cheia de defeitos, mas com muita força de vontade para mudá-los, mas a lição mais importante de todas é que ainda há muito a aprender, e muito a mudar. E que nenhum texto é capaz de mostrar exatamente como as pessoas são.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Como é que é mesmo a palavra!?




Poderia passar horas, dias, meses ou até mesmo anos tentando resumir alguns acontecimentos e pequenos detalhes de minha vida. É verdade que já tentei, mas são tantos os acontecimentos, as emoções, os devaneios...

Pensei em palavras e então escrevi um livro, pequeno...Mas eu tentei. Em fotos e vi que eram tantas que até me perdi.

Foi então que vivendo, aprendi que alguns acontecimentos podem parecer ficar no esquecimento. Cabe a mim, a você, a nós, a mim e você exercitarmos nossas lembranças para que elas sejam revividas. Algumas talvez mais que outras, simplesmente lembradas e não sofridas em dobro. Eu não vou negar que é difícil. Eu tentei, relutei, me gritei, às vezes me sorri, relembrei, percebi, constatei e revivi. É muito raro não sentir lá dentro a dor bater, mesmo que no decorrer da “estória” a moral tenha sido boa, uma verdadeira lição de vida.


O que sentimos de verdade é...
Não sei o que é, mas a verdade é que sentimos...
Ahhh sentimos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Para você que é feliz e faz feliz"

Moto Rockr_por Gle Gude.




Ele jogos, ela livros:



Ela: É e assim somos felizes...cada um com seu hobby.

Ele: ... isso mesmo – somos felizes – momentos maravilhosos passamos juntos – simplicidade, sinceridade, carinho, amizade...

Ela: ...Nossa história é muito linda...e nós continuamos fazendo dela linda e linda.


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VELHO TEMA

Vicente de Carvalho
(Fernando Pessoa)



...

O eterno sonho da alma desterrada,

Sonho que a traz ansiosa e embevecida,

É uma hora feliz, sempre adiada,

E que não chega nunca em toda a vida.


Essa felicidade que supomos,

Árvore milagrosa que sonhamos

Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nós não a alcançamos

Porque está sempre apenas onde a pomos,

E nunca a pomos onde nós estamos.

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Como se define, se mede a felicidade!? - Quilos, centímetros, metros, luas, primaveras, sorrisos, palavras, atitudes....

Pergunta que não quer calar e não cala... - A raça humana sempre irá procurar a felicidade naquilo que gostaria de ter e quando obtém...busca um novo desejo.

Ontem me sentia feliz, Hoje talvez nem tanto quanto Ontem, mas amanhã desejo que não só me sinta feliz, mas que tenha força e vontade para fazer de cada dia de 2009 um dia mais feliz...

Dias que EU me sinta feliz, que eu acredite dia após dia ter atingido o apogeu da minha felicidade.

Felicidade!!!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pasárgada...

Camera MotoRokr_por Gleice Gude.
TEXTO QUE FOI ESCRITO DIA 19/12/2008 E QUE JÁ DEVERIA ESTAR PUBLICADO.


Segue:


Não...Não,não e não.... Declaro definitivamente que meu coração não é maior que o mundo, também nem poderia. Sendo eu assim tão pequenina - 1,60 cm e 50Kgs - ele é bem menor. Nele quase que nem cabem as minhas dores, imagine só!.
Por isso gosto de escrever, por isso gosto de me expressar, por isso luto, por isso choro, por isso sofro, por isso sorrio e me grito. Hoje grito com bravura, pois enfim vou embora...
Não para Pasárgada, mas vou passar por lá, só para mandar um “Oizinho” para o meu amigo Rei.



De Drummond a Bandeira
Vou-me Embora pra Pasárgada


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado
Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção
Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90