terça-feira, 28 de julho de 2009

Overweight



Linhas tortas, rabiscos milhares... me atento a fazer planos e temo. Escuto que darei a volta por cima, não consigo ver onde é o começo dessa roda gigante...

A solução poderia estar em uma única atitude, até duas...uma seguida doutra...

A felicidade não pode estar atrelada a outrem, nem a coisas materiais...Felicidade por si só, por opção assim é que tem que ser.

Sem dúvida sou feliz, ora mais, ora menos...

Uma forte pressão domina o meu peito, como se uma explosão estivesse prestes a ocorrer...

Sinto como se estivesse carregando um elefante, sem nunca nem ao menos ter cometido tal feitio.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sentido...


Na busca de um sentido, escrevo sem muita pretensão de encontrar algo.

Escrevo para tentar entender, aquilo que em mim é ruptura- palavras em desatino procuram destino dentro de mim, e eu gosto de flanar nelas, para então me perder; ou para então me encontrar, ainda que por poucas linhas. Ainda que, logo em seguida, eu me perca: ou ainda que, na linha seguinte o horror novamente se inscreva.

Questionamentos que perturbam e as respostas teimam em não aparecem. Não posso decifrá-las, nem os sinais fazem sentido mais. Horas, minutos, segundos, instantes... Nada é capaz de mostrar o vínculo.

Vínculo este, que antes do questionamento alheio, muito me assombra... E isso então só intensifica, dói e anseia.
Perco-me... E acabo sendo encontrada ou então eu mesma me encontro.
Na tentativa de dizer, a enunciação acontece e meu drama vira tragédia. A coragem me toma no meu romance particular e o lirismo fica maior e eu me encontro em definitivo... Eu VIVO.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Delicadamente... a mesma pessoa.


O mesmo sentimento que me angustia, talvez seja o mesmo que me faz te amar.
Cada instante ao seu lado é a certeza de que virá o abandono. E mais uma vez virá aquele mesmo sentimento que me angustia e que talvez também seja o mesmo que me faz amar você.
Pouso em desatino, constatando que o meu eu anseia é não sermos mais dencontros.
Entre a embriaguez de um vinho dividido, te digo coisas absurdas e únicas.
Deito do seu lado numa rede e sonho com minha imagem no seu futuro, mesmo sabendo que talvez eu não esteja lá.
Você ignora o improvável e fala da casa que teremos e a descreve em detalhes, com jardins e sacadas para o vento.
Você faz tudo isso, enquanto passa a mão nos meus cabelos.
E assim, nunca perde de vista a música de sua existência.
E assim, me promete ter entendido que a viagem é o que conta.
E teremos sido felizes.
E nunca nos arrependeremos do que fomos e de tudo que vivemos.
E que, desse jeito, que você me guarde na memória, e não só nas fotos.
E que até o último dia de sua vida, você conte delicadamente a nossa história para poucos ouvintes, assim como eu pretendo contar como é viver e se apaixonar todos os dias mesmo que seja pela mesma pessoa.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Se fez um riso...


O riso é a última defesa frente ao horror de existir. Mistério que corrói a opacidade dos discursos.
Sorrir é a forma de chorar desajeitadamente para restaurar o brilho das coisas.

A gente sorri para aprender a ver nas sombras, nas frestas do imponderável. Sorrindo eu tento conviver com meu outro noturno, aquele da diferença que fala em mim na estranheza e não se faz entender...

Choro e não compreendo a música que ressoa dentro do meu peito. Só posso ir até onde já fui...

...Mas querendo ir além, a boca então silencia e sorri.