quinta-feira, 16 de julho de 2009

Delicadamente... a mesma pessoa.


O mesmo sentimento que me angustia, talvez seja o mesmo que me faz te amar.
Cada instante ao seu lado é a certeza de que virá o abandono. E mais uma vez virá aquele mesmo sentimento que me angustia e que talvez também seja o mesmo que me faz amar você.
Pouso em desatino, constatando que o meu eu anseia é não sermos mais dencontros.
Entre a embriaguez de um vinho dividido, te digo coisas absurdas e únicas.
Deito do seu lado numa rede e sonho com minha imagem no seu futuro, mesmo sabendo que talvez eu não esteja lá.
Você ignora o improvável e fala da casa que teremos e a descreve em detalhes, com jardins e sacadas para o vento.
Você faz tudo isso, enquanto passa a mão nos meus cabelos.
E assim, nunca perde de vista a música de sua existência.
E assim, me promete ter entendido que a viagem é o que conta.
E teremos sido felizes.
E nunca nos arrependeremos do que fomos e de tudo que vivemos.
E que, desse jeito, que você me guarde na memória, e não só nas fotos.
E que até o último dia de sua vida, você conte delicadamente a nossa história para poucos ouvintes, assim como eu pretendo contar como é viver e se apaixonar todos os dias mesmo que seja pela mesma pessoa.