terça-feira, 7 de julho de 2009

Se fez um riso...


O riso é a última defesa frente ao horror de existir. Mistério que corrói a opacidade dos discursos.
Sorrir é a forma de chorar desajeitadamente para restaurar o brilho das coisas.

A gente sorri para aprender a ver nas sombras, nas frestas do imponderável. Sorrindo eu tento conviver com meu outro noturno, aquele da diferença que fala em mim na estranheza e não se faz entender...

Choro e não compreendo a música que ressoa dentro do meu peito. Só posso ir até onde já fui...

...Mas querendo ir além, a boca então silencia e sorri.